quinta-feira, 4 de março de 2010

angústia

Hoje, quando cheguei a casa, comecei gradualmente a sentir o mundo a ser puxado de debaixo dos meus pés. Quando já tinha corrido a casa toda, finalmente veio aquele vazio total de um desespero e de um pânico que fiquei orgulhosa de mim mesma por conseguir ficar de cabeça fria.

E se nós fôssemos daqueles vizinhos anti-sociais? De quem ninguém gosta e que não se misturam com o resto das pessoas da rua? E se ninguém aqui gostasse de nós?

Então aí ele já lá ia. Sozinho, bebé, a correr por essa cidade fora até ser atropelado ou acolhido por alguma outra rapariga.

Alguma rapariga que não eu.


Sei que neste momento a fúria ainda não me passou; há uma mulher que eu detesto, e um casal a quem estou grata, e um bebé especial que por agora não vou tirar de debaixo de olho.

2 comentários:

Ana Torrado disse...

Não vale a pena ficares angustiada...

Ana Torrado disse...
Este comentário foi removido pelo autor.